Olho o nácar negro e brumo
da luz dos olhos que transpõem-se aos meus.
Vejo o poço de lítio escuro
da solidão de mil Romeus...
Estrada triste, caminho sem saída
Destino sem volta, atalho estreito.
Ninguém por ti passa sem que ainda,
Sentisse um fervoroso ruído que grita ao peito!
Como se outrora batesse fraco o coração,
-Este abutre que te fere-
uma brisa sem motivo e sem Razão
Que as volúpias confere,
De que chamar-te então,
se tanto amor e dor a ti concerne?
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