7.8.11

Soer do Ócio

Domingo.
Caminho sozinho...
Comigo o melhor amigo.
'Inda assim sinto o vazio sem carinho
Das claras e frias noites,
Dos quentes e vívidos bosques,
Das negras e sólidas dunas
E dos montes mortos onde espero que não me encontres.
O espero pois é meu refúgio,
Não que seja esconderijo o dito cujo.

Não sou muito confiável,
Não obstante não deves confiar nisto,
Sabes bem que sou instável,
Mas não é possível que não tenhas visto
O nácar de meu rosto a contemplar
O teu olhar.
Descobri em ti, da minha ópera, o tenor
Seu sorriso contemplava e sua veludosa voz ouvia,
E sua voz a todo instante me dizia:
Venha, aprecia o sabor do teu amor!

Eis a verdade mais pura:
Meu alvo desejo,
O meu mais íntimo segredo,
Assim como a música
Que sobre nós agora escrevo:
Qualquer coisa junto a ti é mais segura!

Quero passar cada vão momento
ao teu lado,
Quero que me confortes
quando estiver calado.
Quero que me abraces
sempre e a todo instante,
Quero que nunca te encontres
Refúgio maldito; és repugnante!

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