É o que no mundo contemporâneo talvez mais me indigne. E a opinião vem logo de cara, bem estampada, porque as sutilezas muitas vezes não têm o poder que devem as palavras exercer perante assunto tão delicado. Talvez alguns discordem de mim, mas não peço a ninguém que concorde; nunca pedi e nunca pedirei neste blog, por favor. Mas pelo menos leiam com atenção.
O ser humano desenvolveu a sua racionalidade através dos séculos, segundo a ciência. Fato. No entanto, observamos no comportamento humano tendências de animosidade.
A evolução da técnica e da intelectualidade não garantiu até hoje, século XXI, que o ser humano largasse seu lado atroz. A pergunta que me faço é: "o que acontece dentro da mente do ser o humano, que o faz tender para tais atrocidades?". Você leitor deve estar se perguntando que raios de atrocidades são essas. Aqui vai a mais ridícula de todas no contexto do nosso tempo: a GUERRA.
O que leva o ser humano a guerrear? Será que o desenvolvimento tecnológico, que de suposto devia fazer de nossas vidas melhores, será a causa definitiva da ruína humana?
Diante dessas questões só consigo sentir indignação e repulsão a esta égide sombria.
Veja bem, o ser humano é capaz de diferenciar o bem do mal. Mas parece que este colocou sobre seus olhos uma venda, para que possa ignorar as consequências de seus atos. Afinal, quem é que enxerga benefícios na guerra, em detrimento dos malefícios da mesma? São milhões de refugiados, milhares de mortos, e se a escala tornar-se mundial, será o fim de toda raça humana. E o que ela traz de bom? Então alguém me diga, porque para tal pergunta não possuo resposta. Parto de um princípio básico: ninguém, e eu disse NINGUÉM, tem o direito de tirar a vida de outro ser humano, nem tem o direito de arrancar a própria vida. Quanto menos a de milhões de outros.
Outra situação que me deixa indignado em relação ao ser humano é a questão do descaso com a natureza. O ser humano já possui TUDO o que é necessário para resolver seus problemas com facilidade, no entanto continua a buscar, a explorar uma natureza que pede socorro cada dia mais alto. E sobretudo, é escusado dizer que enquanto uns esbanjam soberba, outras 1 bilhão de pessoas no mundo, cerca de 20% da população mundial, passam fome, vivem na extrema miséria. E o pior: não trata-se de falta de alimentos e de recursos, e sim de mesquinharia capitalista.
Simplesmente não posso aceitar que o homem no decorrer da história, vem se destruindo. E não só se destruindo, a condenar a si próprio e seus semelhantes, como também à biodiversidade em geral. Será que este homem seria capaz de parar de preocupar-se em idolatrar ao Deus Cifrão, e olhar, com seus olhos de humano, para seu próximo e para a natureza buscando ajudá-los? Acho muito difícil. É da natureza humana olhar para trás somente quando tudo se foi ou está perdido.
Por fim, será que é pedir muito, um pouco de humanidade?
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